Por trás da aparência da mulher bem resolvida de solidão definida há um anônimo desejo de se entregar... Mas esconde sua verdade numa desculpa corriqueira e desvia o seu pensar... covarde.
E o que é o certo? Não sei! Só sei que parti...Em busca do que perdi. E o que perdi? Não sei! Só sei que perdi e parti! ...E agora é certo, e por que voltar? Para que tentar o impossível de nós dois? Eu quero é a esperança carimbada no passaporte da vida! E viver não interessa como, quanto, onde...mas viver! Sem me importar com o depois!
Minha tristeza entrou em depressão, quando me ouviu cantar! Era tão comum a ela ver-me sem sonhos, sem alegria... Tadinha! Nutria-se da palidez da minha alma. Sobrevivia dos meus ais. Desculpe-me, tristeza! Mas falta não me fazes mais!
Entendi,naquela noite, que precisava mudar... pra ser feliz ... e assim fiz! Vesti a alma de planos soltei os cabelos e fomos. Deixei na beira da estrada as perdas que acumulei. Me encantei!
E hoje sou folha nova recriando minha história, sem as dores que enterrei! Em, 29/04/2013 CristinaFigueira*