sábado, 6 de fevereiro de 2010

Hoje...(23)


Hoje amanheci


respirando a poeira


do meu interior,


que ruiu entre as mentiras


embrulhadas em papel celofane.


Como trair a justiça


que irriga o coração?


Como maquiar a estupidez?


Estilhaços cortam minha voz,


que cala.


Mas não vou perder a lucidez.


Quero estar de pé para ver


mais uma vez


triunfar minha razão.



Tarda, mas não falha!




05/02/2010




Sentimentos III...(11)


Olha,

embora acredite

que me convenceu

com desculpas mal passadas,

não a culpo, culpo a mim

que tola confiei

no poder de justiça.
Que roubada!!!

Trago a alma doída

e os olhos cansados,

onde colocaram minha autonomia?

Baixo a cabeça para o incoerente,

é cruel, é indecente!

Aqui não é mais meu lugar.

Me sinto triste, só, impotente.

E eu só queria que você soubesse.




05/02/2010

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Sentimentos III...(10)

Sentada à beira da praia
num sol de pleno verão
lançou ao mar confidências,
ollhar de contemplação.
Banhou seu corpo moreno
nas águas verdes do mar,
renovando suas forças,
cansada de quebrantar.
Trouxe consigo a esperança
e toda energia de lá,
sentindo a alma criança
pode recomeçar!


29.01.2010



quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Sentimentos III...(09)


Basta! Nada a declarar!

Guarde suas ofensas,

recolha suas armas,

não estou afim de guerrear.

O que fomos enterrei

no espaço deixado

por você.

Entre o sim e o talvez

nada mais importa.

Guarde o livro.

Apague a luz.

E feche a porta.



28/01/2010

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Sentimentos III... (08)


Você chegou assim,

assim, tão sem querer,

juro,eu nem esperava,

mas ali estava você.

E eu fiquei assim,

assim, tão sem saber,

juro, eu nem esperava,

mas disse sim pra você.

E agente ficou assim,

assim, sem nada esconder,

juro, eu nem esperava

ser tão feliz com você!



27.01.2010

Sentimentos III...(07)


Depois das dezoito

começam o ritual.

Seres desconhecidos

fazem ali o repouso.

Espalham sobre o chão

- sujo, árido, árduo -

as camas de papelão.

E nelas deitam -

igualmente -

sujos, cansados e curtidos.

E ninguém os vê.

Não interessa ver.

Ninguém os conhece pelo nome.

Ninguém percebe o que acontece.

Niguém se dá conta de saber

o que há por trás daqueles olhos,

que também fazem parte da parte

hipócrita da sociedade, que apenas

fala bonito, mas não faz acontecer!






27.01.2010


Poetrix


Estação verão (1)



Sol a pique.

Enxurradas.

Corpos e...corpos.





Estação Verão (2)



Sol.

Mar.

Amar.


27.01.10

Viagem...(João Aquino e PC Pinheiro)

Viagem...(João Aquino e PC Pinheiro)
Oh! tristeza me desculpe, estou de malas prontas,hj a poesia veio ao meu encontro já raiou o dia, vamos viajar...

Adorei sua visita!

Deixe seu comentário.Ele é muito importante pra mim. Cris Figueira*

"Espero no seu tocar a sutileza das asas da borboleta."(Cris)

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